Ponto de ônibus com teto verde, biblioteca, Coleta Seletiva e Paraciclo 

Imagine um ponto de ônibus com a capacidade de proteger o cidadão contra altas temperaturas no verão e que no inverno se mantém agradável para quem espera o transporte coletivo. Essa é apenas uma das vantagens que Salvador começou a experimentar desde o dia 26, do mês passado, entregue pela Secretaria Municipal Cidade Sustentável, através do projeto Ponto Verde, o primeiro ponto de ônibus sustentável da cidade.

O novo modelo de ponto de ônibus tem o objetivo de transformar a espera pelo transporte em algo mais leve e confortável para a população. Localizado no bairro do Stiep, na rua Arthur de Azevedo Machado, o antigo ponto de ônibus ganhou nova cobertura. Grama, plantas ornamentais e flores da espécie Alamanda (Allamanda cathartica), também conhecida como Dedal-de-Dama, irão compor o novo modelo.

Em 2013, um estudo da Universidade de São Paulo (USP) verificou que a temperatura no topo dos edifícios com jardim suspenso nos moldes do teto verde do Ponto Verde ficou até 5,3 graus Celsius (°C) mais baixa. Também houve ganho de 15,7% em relação à umidade relativa do ar. Outro benefício é o aumento da biodiversidade no local, atraindo pássaros, borboletas e outras espécies.

Paisagismo, Paraciclo, Coleta Seletiva e Livros Livres

Quem estiver no ponto ou passar próximo vai notar que, além do teto verde, o espaço entorno foi modificado. Um projeto paisagístico foi executado no local dando mais vida ao terreno, deixando o lugar mais bonito.

A população vai poder usufruir também de um Paraciclo, com o objetivo de integrar modais de transporte; da biblioteca do projeto Livros Livres, onde qualquer pessoa pode doar e receber livros, ou apenas pega-los para leitura; e de mais um Ponto de Entrega Voluntária de Materiais Recicláveis.

Retrofit

Todos os novos elementos desse novo ponto de ônibus fazem parte de um “retrofit” (remodelação da edificação através de incorporações de novas tecnologias e conceitos) executado em um clássico ponto de ônibus projetado pelo arquiteto João da Gama Filgueiras, popurlamente conhecido como Lelé. Pensado para ser implementado de forma modular, o equipamento poderia atender diversos objetivos além de ponto de ônibus, como postos da Polícia Militar e até sede de repartições públicas.

 

Fonte: Secretaria Cidade Sustentável