Classificados em sua maioria como resíduos perigosos – proveniente de processos industriais, os resíduos automotivos oferecem riscos a saúde a ao meio ambiente quando descartados de forma incorreta.


 

Os resíduos automotivos são classificados em dois tipos: componentes recicláveis que podem ser reaproveitados e resíduos perigosos, considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente. O problema se inicia pela forma de como esses resíduos são descartados. Somente no Brasil, 98,5% das sucatas e peças automotivas terminam em desmanches e depósitos a céu aberto que muitas vezes atua de forma irregular, isso quando não são descartados nas ruas.

Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) Lei nº 12.305/10, a responsabilidade pelos resíduos automotivos é de todo membro da cadeia, por todo o ciclo de vida do produto, ou seja, fabricantes, empresas de reparação automotiva e também seguradoras de produtos automotivos, que segundo a SUSEP, a partir do pagamento do sinistro, passa a ter responsabilidade pelo salvado, devem providenciar a reutilização ou destinação correta dos resíduos gerados pelas suas atividades.

 

Porque se preocupar com o descarte de resíduos automotivos?

 Os resíduos automotivos em sua maioria são classificados como resíduos perigosos, proveniente de processos industriais. Considerados altamente nocivos, oferecem riscos a saúde a ao meio ambiente quando descartados de forma incorreta.

Os pneus, por exemplo, não são biodegradáveis. Quando queimados emitem gases tóxicos no ar. Quando deixados ao ar livre, em quintais, aterros ou terrenos baldios, acumula-se água em seu interior, servindo como criadouro ao mosquito da dengue.

O óleo lubrificante e outros fluídos das peças dos automóveis são extremamente poluentes, em contato com a água, além de contamina-la, cria uma película que dificulta a oxigenação dos rios e lagos, afetando a vida aquática. O descarte irregular em lixões, não só contamina o solo e atinge o lençol freático, como também impede que a água da chuva seja absorvida, tornando-se um dos causadores das enchentes.

O anticongelante automotivo e os aditivos de radiador são compostos por Etilenoglicol, substância altamente tóxica. No meio ambiente o Etilenoglicol não acarreta danos, pois é biodegradável e facilmente dissolvido em água. Porém, oferecem sérios riscos a saúde humana e dos animais, por ter sabor doce e cor chamativa, atinge principalmente, crianças e animais. A ingestão dessa substância inclui depressão do sistema nervoso, incluindo vômito, sonolência, insuficiência respiratória, convulsões, alterações metabólicas, distúrbio gastrintestinal, efeitos cardiopulmonares, dano renal, coma e podendo levar a morte.

 

Quais as soluções existentes para os resíduos automotivos?

Fabricantes e empresas de reparo automotivo devem providenciar a destinação ambientalmente correta dos resíduos gerados pelas suas atividades. Já o consumidor, ao ter que substituir peças de seu veículo, deve buscar alternativas sustentáveis, optando por locais e serviços que atendam a essas regulamentações.

Algumas seguradoras, sabendo de sua responsabilidade, passaram a oferecer em seus seguros automotivos, o benefício de Descarte Ecológico para seus salvados. Havendo sinistro, a partir do momento em que a seguradora autorizar o reparo, ela realiza o descarte correto de todos os resíduos automotivos gerados.

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