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Sem chuvas, principalmente na região Sudeste do país, especialistas do setor elétrico, ouvidos pelo jornal Estado de S.Paulo, dizem que o racionamento de energia é inevitável. Eles calculam que o anúncio tenha que ser feito em um prazo máximo de 100 dias.

 

De acordo com a reportagem, o atual nível dos reservatórios e a previsão pluviométrica para o fim do período chuvoso, até abril, mostram que o volume de água armazenada não será suficiente para que o Brasil tenha condições de superar o período seco, maio a outubro. A expectativa, então, é que o anúncio oficial de racionamento seja feito entre o fim de abril e o início de maio.

 

Há quem acredite que a restrição deva ficar entre 10% e 20% da carga, mas também há projeções de 5% a 30%, a depender do ritmo da atividade econômica nos próximos meses. “Se continuar a seca existente neste momento e se considerarmos as previsões de vazão do ONS, chegamos até abril”, diz a diretora da Engenho Consultoria, Leontina Pinto.

 

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), vinculado ao Ministério de Minas e Energia, já acusou o risco de racionamento. Na semana passada, o órgão elevou de 4,9% para 7,3% o risco de desabastecimento na região Sudeste/Centro-Oeste neste ano.

 

“É um absurdo que o órgão de monitoramento ainda não tenha decretado racionamento. Se tivesse havido racionalização (de energia) em 2013, teríamos alcançado o objetivo de redução de consumo. Mas hoje falamos de cortes equivalentes a 10% a 20% de carga para que se tenha recuperação dos reservatórios”, ressaltou o diretor da consultoria Thymos Energia, Ricardo Savoia.

 

 

 

Fonte: Brasil Post