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Só no Brasil, 26,3 milhões  de toneladas de alimentos têm o lixo como destino. Cada brasileiro gera em torno de um quilo de lixo por dia. Cerca de 60% desse total é representado por lixo orgânico. Se nas cozinhas residenciais há desperdício, quem dirá em restaurantes, que servem centenas de pessoas por dia.

Pensando nisso, a jornalista e especialista em sustentabilidade Fernanda Danelon criou o Instituto Guandu, uma instituição que busca transformar o lixo orgânico de grandes restaurantes em adubo para hortas urbanas. O projeto promove a coleta seletiva de resíduos orgânicos em 10 restaurantes de São Paulo (SP), são mais de 500 quilos de lixo orgânico produzidos diariamente ganhando um destino adequado.

Ao utilizar métodos de compostagem acelerada, o Instituto Guandu consegue transformar mais de 10 toneladas diárias de massa orgânica em fertilizante organomineral excelente para uso em horticultura e paisagismo, que posteriormente é utilizado em hortas urbanas criadas justamente para abastecer as cozinhas dos próprios restaurantes. Um ciclo que vai do “prato ao prato”, como ela diz. “O conceito é o de transformar o lixo em comida. Uma revolução possível e que está literalmente nas mãos de quem trabalha com alimentos”.

Nós fazemos a coleta seletiva diária dos resíduos orgânicos, produzimos adubo com um método de biodegradação otimizada, uma espécie de compostagem acelerada. Devolvemos o que era lixo em forma de hortas urbanas orgânicas. Além disso, promovemos palestras aos funcionários dos restaurantes, explicando a importância desse processo“, explicou Fernanda ao Jornal Zero Hora.

 

Confira sua apresentação no TEDxLaçador

 

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