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O movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.

O nome da campanha remete à cor do laço que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades: o rosa. Durante o período, monumentos por todo o país se iluminam com essa mesma cor.

Pensando em ajudá-la (o) a esclarecer possíveis dúvidas sobre o câncer de mama, separamos os principais questionamentos e suas respectivas respostas:

 

O que causa o câncer de mama?

O câncer de mama consiste em um crescimento descontrolado de células da mama que adquiriram características anormais (células dos lóbulos, produtoras do leite ou dos ductos, por onde é drenado o leite), anormalidades estas causadas por uma ou mais mutações no material genético da célula. Quando ocorrem mutações no material genético de uma ou mais células, e estas adquirem a capacidade não só de se dividir de maneira descontrolada, mas também de evitar a morte celular que seria normal no ciclo de vida de qualquer célula do organismo, e também de invadir tecidos adjacentes, elas dão origem ao câncer.

 

O autoexame da mama é importante?

O autoexame das mamas através do toque é a maneira mais popular e divulgada para detectar o câncer de mama, mas nem sempre a doença pode ser percebida somente com o apalpar dos seios. A importância do autoexame das mamas reside no autoconhecimento e autocuidado das mamas. O autocuidado significa cuidar da própria saúde. Ou seja, conhecendo nossa história familiar para câncer de mama (dessa forma saberemos nosso risco), procurando ter hábitos saudáveis de vida (alimentação e atividade física); o autoconhecimento é conhecer melhor nossas mamas, para tanto a mulher deve palpar suas mamas, axilas e fossas claviculares (“saboneteiras”), dessa forma seremos capazes de identificar qualquer mudança, que deve ser comunicada de imediato a seu médico.

 

Quando é necessário fazer a mamografia e quem deve fazer a mamografia?

O rastreamento mamográfico consiste em realizar mamografia anual para mulheres com 40 anos ou mais. A partir dos 70 anos, a frequência dependerá do critério médico. O ideal é realizá-la após a menstruação e evitar o uso de talcos e/ou desodorantes, que podem mostrar falsos positivos nas imagens. Para mulheres de risco elevado, a mamografia deve ser anual a partir dos 35 anos de idade. Para as mulheres portadoras de próteses de silicone existe uma técnica especial para realizar a mamografia, portanto podem e devem fazer o exame. Mulheres a partir dos 40 anos de idade têm amparo na Lei 11664/08 para solicitar que seja feita mamografia de rastreamento, apesar da falta de recomendação formal do Ministério da Saúde.

 

Quais são os tratamentos para o câncer de mama?

Existe, nos dias de hoje, um grande leque de opções de tratamento para o câncer de mama. Para cada tipo e estadiamento da doença são várias as opções. Esta variedade de modalidades de tratamento pode parecer confusa ao paciente, mas segue regras bastante claras que norteiam o tratamento de cada paciente. O princípio da terapia curativa do câncer de mama é a cirurgia. Embora a cirurgia não necessariamente tenha de ser o primeiro tratamento, sempre que há intenção curativa no tratamento, a cirurgia deve fazer parte. Em determinadas situações, dependendo do estadiamento da doença, está indicada a radioterapia, seja como complemento ao tratamento curativo cirúrgico, seja como parte de tratamento paliativo, para diminuir sintomas relacionados à doença. O tratamento sistêmico, constituído pelas modalidades de quimioterapia, hormonioterapia e terapia alvo, pode ser indicado tanto como complemento ao tratamento cirúrgico curativo, quanto como tratamento paliativo.

 

Quais são as chances de cura para um paciente com câncer de mama?

Quando diagnosticado em estágio inicial a chance de cura do câncer de mama pode chegar a 90%. No Brasil cerca de 45% dos casos da doença são diagnosticados em estágios avançados, ou seja, não são possíveis de serem curados.

 

Quais hábitos e comportamentos diminuem a chance de câncer de mama?

Existem fatores de risco para o câncer de mama que podem ser considerados fatores modificáveis e outros não modificáveis (idade, histórico familiar, mamas densas). Dentre os fatores modificáveis, você pode ajudar a prevenir o câncer mantendo um peso saudável, uma dieta balanceada, fazendo atividade física, não fumando, não ingerindo bebidas alcoólicas em excesso. Além disso, para mulheres na menopausa, é aconselhável não fazer reposição hormonal, ou fazê-lo sob orientação estrita de um médico.

Havendo fatores não modificáveis, o que pode e deve ser feito é uma investigação (no caso de haver história familiar de câncer de mama ou ovário), para identificar a possível presença de uma predisposição genética hereditária, e com base nesta avaliação, poder tomar decisões sobre intervenções redutoras de risco.

 

Quais são as possíveis causas do câncer de mama?

Para poder falar das possíveis causas temos primeiro que mencionar o que é fator de risco.

Um fator de risco é algo que afeta a chance de adquirir uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns fatores de risco como fumar, podem ser controlados, enquanto, outros, como histórico pessoal, idade ou histórico familiar, não podem ser alterados.

Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter uma doença como o câncer. Muitas pessoas que contraem a doença podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer de mama tem algum fator de risco, muitas vezes é muito difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

O câncer de mama é em parte decorrente de uma série de fatores de risco, como:

  • Ser mulher.
  • Histórico familiar.
  • Menarca precoce.
  • Predisposição genética hereditária.
  • Idade avançada.
  • Menopausa tardia.
  • Radioterapia prévia na região do tórax.
  • Mamas densas.
  • Obesidade.
  • Sedentarismo.
  • Alcoolismo.
  • Tabagismo.
  • Uso da terapia de reposição hormonal.

 

Quando devo fazer o autoexame da mama?

O autoexame das mamas NÃO basta para diagnosticar precocemente o câncer de mama, serve apenas para autoconhecimento do seu corpo. Somente o toque não apresenta eficácia para a detecção do tumor. O importante é que você saiba o que é normal nas suas mamas e diante de qualquer sinal de mudança fale imediatamente com seu médico.

E como você pode conhecer a sua mama?

O autoexame (ou auto-palpação ou toque das mamas) pode ser feito uma vez por mês. A melhor época é logo após a menstruação, para as mulheres que não menstruam mais, pode ser feito num mesmo dia de cada mês, por exemplo, todo dia 15. Durante o toque é importante procurar: deformações ou alterações no formato das mamas, abaulamentos ou retrações, ferida ao redor do mamilo, caroços nas mamas ou axilas e secreções pelos mamilos. E lembre-se, esses sinais não significam que você esta com câncer, mas são sinais que devem fazer você ir logo ao seu ginecologista.

 

Como devo examinar as mamas?

Na verdade examinar as mamas é uma função específica do médico que atende a paciente. Ele é o único que pode realizar um exame clínico das mamas e pode detectar um nódulo que a própria mulher não consegue localizar durante o autoexame das mamas.

No entanto, nem o autoexame, nem o exame clínico, nem a mamografia são eficientes sozinhos. Alguns cânceres de mama são detectados apenas com a mamografia, outros são detectados apenas com o exame médico, por esta razão, a recomendação é fazer a mamografia, junto com o autoexame e o exame clínico feito por um profissional de saúde.

 

Quais são os sintomas do câncer de mama?

O câncer de mama pode apresentar vários sinais e sintomas, como:

  • Nódulo único endurecido.
  • Abaulamento de uma parte da mama.
  • Inchaço (edema) da pele.
  • Vermelhidão (eritema) na pele.
  • Inversão do mamilo.
  • Sensação de massa ou nódulo em uma das mamas.
  • Sensação de nódulo aumentado na axila.
  • Espessamento ou retração da pele ou do mamilo.
  • Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos.
  • Inchaço do braço.

Vale a pena lembrar que na grande maioria dos casos, a vermelhidão, inchaço na pele e mesmo aumento dos gânglios na axila representam inflamação ou infecção (mastite, por exemplo), especialmente se acompanhados de dor.

 

Quais são os tipos de câncer de mama?

Existem vários tipos diferentes de câncer de mama, sendo alguns mais agressivos do que outros. Os tipos mais comuns são:

  • Carcinoma ductal in situ (CDIS).
  • Carcinoma lobular in situ (CLIS).
  • Carcinoma ductal invasivo (CDI), que são cerca de 80% dos cânceres da mama invasores (ou invasivos).
  • Carcinoma lobular invasivo (CLI).
  • Carcinoma inflamatório da mama, que é um câncer agressivo, mas raro.

Há ainda outros tipos de câncer da mama mais raros, como o Carcinoma Medular, o Carcinoma Mucinoso, o Carcinoma Tubular e o Tumor Filóide Maligno, entre outros.

 

Como é feito o diagnóstico do câncer de mama?

O diagnóstico de câncer de mama somente pode ser estabelecido mediante uma biópsia da área suspeita que seja analisada por um patologista e laudada como sendo um câncer. A realização desta biópsia, no entanto, somente ocorre em face de alguma alteração suspeita, seja no exame físico, seja na mamografia. O ultrassom das mamas pode servir como complemento à mamografia, pois ajuda a diferenciar cistos de nódulos.

 

É possível que os homens tenham câncer de mama?

Assim como todas as células do corpo, as células do duto mamário masculino podem sofrer alterações. Mas, o câncer de mama é menos comum em homens porque as células dos dutos mamários são menos desenvolvidas do que as das mulheres e porque eles normalmente têm níveis mais baixos de hormônios femininos que afetam o crescimento das células da mama.

Os principais tipos de câncer de mama em homens são:

  • Carcinoma ductal in situ, representa cerca de 10% dos casos de câncer de mama em homens.
  • Carcinoma ductal invasivo, que representa 80% dos casos.
  • Carcinoma lobular invasivo, que é muito raro em homens, representando apenas 2% dos cânceres de mama masculinos.
  • Doença de Paget, que pode estar associada ao carcinoma ductal in situ ou com o carcinoma ductal invasivo.
  • Câncer de mama inflamatório, que é raro, mas é um tipo agressivo.

 

O câncer de mama tem cura?

Como toda doença, alguns tipos de câncer têm cura e outros não. Tudo depende essencialmente do tipo de tumor maligno e do estágio em que esse câncer se encontra. As possibilidades de cura estão diretamente relacionadas com o tempo em que o tumor é detectado no paciente. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chances de o tratamento dar certo. Se o diagnóstico for feito tardiamente, o índice de cura do câncer diminui e complicações podem aparecer mesmo depois do tumor ter sido tratado. Quando diagnosticado em estágio inicial a chance de cura do câncer de mama pode chegar a 90%. Lamentavelmente no Brasil cerca de 45% dos casos da doença são diagnosticados em estágios avançados.

 

Quais são os novos tratamentos contra o câncer de mama?

Terapia alvo é um novo tipo de tratamento do câncer que usa drogas ou outras substâncias para identificar e atacar especificamente as células cancerígenas e provocar pouco dano às células normais. Cada tipo de terapia alvo funciona de uma maneira diferente, mas todas alteram a forma como uma célula cancerígena cresce, se divide, se auto repara ou como interage com outras células. Os medicamentos alvo funcionam de forma diferente dos quimioterápicos convencionais, e muitas vezes têm efeitos colaterais menos graves. Eles são mais frequentemente utilizados junto com a quimioterapia.

Drogas que têm como alvo a proteína HER2/neu: Trastuzumab, Pertuzumab, Lapatinib, Bevacizumab são exemplos de terapia alvo

 

Fonte: Instituto Oncoguia