Japão - energia solar

A energia solar é uma das mais limpas possíveis, mas precisa de muito espaço: as “fazendas” solares precisam ser enormes para que o custo seja justificado com a geração de energia. Num país como o Japão, que não possui tanto espaço físico, a utilização dessa matriz energética fica mais difícil. Ou ficava…

No último mês de maio, em Hyogo, foi inaugurada uma estação flutuante de captação de energia solar, que produz cerca de 2.680 megawatts-hora (MWh) por ano. Isso é o suficiente para manter 820 famílias com energia em suas casas.

São 9,1 mil painéis solares, obviamente à prova d’água, e um flutuador feito de polietileno de alta densidade. Tudo isso ocupando uma área com mais de 2 mil m².

Além de não ocupar espaço, estudos mostram que módulos flutuantes são 11% mais eficientes, por conta da temperatura mais baixa. E se a água faz bem para os módulos, o mesmo pode ser dito sobre o inverso: a água, por conta da sombra dos módulos, não evapora tão rápido e a sombra também evita o crescimento de algas, que podem ser tóxicas.

A empresa que criou a tecnologia, a Kyocera Corp, já possui outras duas instalações menores em outros pontos do país e quer fazer outras dezenas, aproveitando os reservatórios de água de diversas cidades.

Até março do ano que vem, a prefeitura de Chiba, em parceria com a Kyocera, inaugurará a maior a instalação do tipo, a Yamakura Dam. A estimativa diz que serão gerados 15.635 MWh em um ano.

Depois do desastre de Fukushima, o Japão quer fazer energia cada vez mais limpa e essa estratégia, até 2030, pode resultar no dobro da quantidade de energia gerada no país.

 

 

Fonte: EcoD