Já pensou em ter a sua disposição àquela verdura fresquinha livre de agrotóxicos que prejudicam a saúde ou àquela variedade de temperos pra chamar de seu? Sim, isso é possível, e não é porque você mora em apartamento ou tem pouco espaço em casa que não pode ter sua própria horta.

 

Basta você seguir algumas regrinhas e cuidados:

 

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1) Escolha vasos retangulares, não tão profundos, não tão rasos. Algumas plantinhas conseguem se adaptar bem com outras no mesmo vaso, como manjericão, pimenta, orégano e salsinha. Hortelã e trigo, por exemplo, são plantas que crescem se ramificando, então é legal ficarem sozinhas em vasos retangulares. Você pode ter vasos de plástico, que são bem fechados e retêm a umidade e o calor e são bons para cultivar temperos, como o manjericão, ou vasos de terracota, que são porosos e permitem uma melhor evaporação do excesso de água e evita o encharcamento (e são bons para tomates cerejas e outros legumes, por exemplo).

Vale lembrar que baldes latas, vidros e potes de plástico que iriam para o lixo podem servir como ótimos vasos: basta fazer orifícios no fundo deles com uma furadeira.

 

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2) Preparar o solo é uma parte importantíssima do processo: misture metade de terra com metade de composto orgânico ou húmus de minhoca, que servem como vitamina para a planta. Como a horta vai estar em vasinhos, valem colocar pedras ou cacos de cerâmica no fundo para facilitar o escoamento da água.

Você pode ter uma composteira caseira e usar o adubo produzido por elas, que é extremamente nutritivo para a terra, o que faz com que as plantas cresçam mais saudáveis.

 

3) Você tem que escolher se vai querer comprar mudas já crescidas e replantá-las ou se vai comprar as sementes e ver todo o processo de crescimento (se conseguir sementes orgânicas é sucesso total). É tudo uma questão de tempo e paciência. Se optar pelas sementes, geralmente elas vêm com informações na embalagem sobre o período e forma de plantio, assim como o espaçamento necessário entre as mudas. Nada de colocar as sementes muito no fundo, pois elas podem não conseguir subir à superfície e morrer.

 

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4) Pra começar, uma boa alternativa é cultivar ervas e temperos, que em pouca quantidade já dão um toque especial pro prato e você pode ir retirando pouco a pouco, sem matar a planta. Manjericão, orégano, tomilho, hortelã e orégano são ótimas opções. Pra quem quiser ir além, lá vão algumas sugestões: couve-manteiga, alface, cebolinha, beterraba, tomate-cereja (esse precisa de um suporte já que é uma planta estilo trepadeira), ervas aromáticas, rúcula, entre outras.

 

5) É importante que as plantinhas fiquem expostas ao sol pelo menos por algumas horas, então, quanto mais escura for a sua casa, mais importante que o vaso esteja perto das janelas. Outra coisa fundamental é a água: todo dia mate a sede delas. Mas vale lembrar que regar demais é tão ruim quanto deixar as plantas secarem. A melhor das alternativas para saber se sua plantinha precisa ou não de água é o “dedômetro”: coloque o dedo na terra e veja se ela está úmida e grudando. Se sim, não precisa regar mais. Insira essa ação na sua rotina para não esquecer: pode ser de manhã ou no final da tarde.

 

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6) Pode ser que graminhas e matinhos comecem a crescer junto das suas plantas. Tranquilo. Na agroecologia não se fala em ervas daninhas, mas em espécies espontâneas. Se elas não estiverem se alastrando muito ou atrapalhando o desenvolvimento das comestíveis, pode deixar elas lá, sem problemas.

 

7) Se perceber que as plantas estão sendo invadidas por pragas, nem pense em usar veneno! Há dicas naturais que funcionam como tiro e queda. Repelentes a base de nem, citronela e andiroba, por exemplo, são alternativas mais natural e eficaz no combate a pragas.

Há algumas receitas para fazer em casa. Contra as formigas, misture 10g de sabão de coco em pó, 5cm de fumo de corda picado e 1 litro de água, deixe repousar por um dia, coe para retirar os restos de fumo e pulverize as plantas.

 

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O alho é outro poderoso repelente natural e você pode fazer um inseticida com ele: bata no liquidificador uma cabeça de alho com alguns cravos da índia e dois copos de água. Deixe esse composto homogêneo descansar por um dia e depois misture-os com 3 litros de água. De novo, use esse líquido para pulverizar as folhas das plantas.

 

8) Seja feliz! Ter uma hortinha é um processo de cuidado e de atenção que você incorpora ao dia-a-dia que merece ser feito com amor. Afinal, se comida feita com amor fica boa, imagina comida feita com alimento plantado e cuidado por você!? Fora que é quase que terapêutico: você tem que ter paciência para compreender cada etapa do processo, e entender que todas as etapas da vida fazem parte: nascimento, crescimento, frutificação, morte e decomposição. Isso sem falar que, em tempos onde concreto e correria são corriqueiros na rotina, (re)estabelecer um contato direto com a terra, com a natureza e com a vida é de uma sensibilidade incrível!

 

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