As embalagens “longa vida” são utilizadas para manter a qualidade e durabilidade dos alimentos nela acondicionados. O problema, é que a maioria dessas embalagens são descartadas depois de usada apenas uma vez. Como nem todas seguem para a reciclagem, esse volume ajuda a superlotar os aterros sanitários, isso quando chegam até eles, pois é muito comum encontrar esse tipo de resíduo em ruas, calçadas e boiando nos rios.

O processo de reciclagem apesar de viável, não é tão simples, pois as embalagens de “longa vida” possuem em sua composição, camadas de papel cartão, filmes de polietileno e alumínio que após serem compactadas, é difícil de separar.

Uma das alternativas que contribui para a solução do problema é reutiliza-las como isolante térmico. Aplicadas para isolamento térmico de telhados, em especial telhas de cimento-amianto e em barracos de madeira, essas embalagens são capazes de refletir até 95% da irradiação infravermelha do sol e, com isso, reduzir em perto de 9o C a temperatura no interior do ambiente.

A descoberta feita pelo engenheiro civil industrial Luis Otto Faber Schmutzler, que em 2001, resultou no Projeto Forro Vida Longa, que tinha o intuito de levar essa técnica às famílias carentes, oferecendo conforto a um baixo custo.

Primeiramente, as embalagens são abertas, recortadas para que fiquem planas, em seguida, higienizadas. Após, todas as embalagens devem ser emendadas com cola, fita isolante ou grampeadas, criando uma manta. Ela deve ser aplicada no ambiente a ser protegido, instalada na parte interna ou externa do ambiente.

Essa é uma excelente solução, tanto ambiental como social, que pode ser utilizada em habitações populares e até em galpões. Pelo baixo custo, não exige mão de obra qualificada e quando bem aplicada, age da mesma forma que as chapas de alumínio, também utilizadas em isolamento térmico.

 

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