Resíduos como garrafas PET, madeira e até animais mortos ficam retidos e são içados até a superfície por uma gaiola.

 

Para conter o acúmulo de lixo no Arroio Dilúvio e impedir que ele chegue ao Lago Guaíba, a prefeitura de Porto Alegre, em parceria com as empresas Safeweb e Ecotelhado, desenvolveram e implantaram ilhas flutuantes.

O projeto Ecobarreira visa fazer uma barreira ecológica que detém qualquer resíduo sólido que flutue pelo arroio, em até 20 centímetros de profundidade.

Segundo reportagem do G1, desde que foi instalada, no dia 28 de março, a ecobarreira já evitou que 13,3 toneladas de lixo fossem parar nas águas do rio Guaíba. Resíduos como garrafas PET, madeira e até animais mortos ficam retidos e são içados até a superfície por uma gaiola. A retirada dos resíduos é feita duas vezes por dia pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU).

 

Resíduos que ficaram presos na ecobarreira sendo retirados. (Foto: Cibele Carneiro/Divugação PMPA)

Resíduos que ficaram presos na ecobarreira sendo retirados. (Foto: Cibele Carneiro/Divugação PMPA)

 

De acordo com o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), responsável pela dragagem do rio e pela fiscalização da ecobarreira, somente em 2015, 71 mil toneladas de material como lodo, areia e entulhos do leito nas ações que realizou.

Conforme o “Novo Código de Limpeza Urbana”, jogar, descartar ou abandonar resíduos nas margens ou dentro de rios, córregos e arroios é considerado multa gravíssima, e o infrator fica sujeito à multa de até R$ 5.256,14.

A empresa criadora do projeto, a Safeweb, investiu R$250,00 para implantar a estrutura e conforme acordo com a Prefeitura, deverá operar até 2021. Durante o funcionamento, ela fica responsável pela manutenção do serviço.