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Lixo eletrônico no mundo

Com o avanço da tecnologia, houve um aumento considerável no consumo de equipamentos eletrônicos. Apesar de possibilitar ganho de produtividade e um maior acesso ao entretenimento e comunicação, o efeito negativo dessa evolução é o aumento significativo do lixo eletrônico – o que se deve muito à aceleração da vida útil dos aparelhos tecnológicos que ganham atualizações e novas funcionalidades em espaços de tempo cada vez mais curtos.

De acordo com relatório  da United Nations University, o mundo produziu cerca de 41,8 milhões de toneladas de lixo eletrônico. Apenas no Brasil, estima-se que foi produzido aproximadamente 1,4 milhão de toneladas. Em 2018, a expectativa global é de atingir a marca de 50 milhões de toneladas.

Diante de números, fica claro a necessidade de cada vez mais se preocupar com a destinação correta do lixo eletrônico e fomentar a cultura do reuso e da reciclagem de materiais.

 

Porque descartar corretamente o lixo eletrônico?

 

Materiais como lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias contêm substâncias tóxicas e não devem ser jogados no lixo comum.

As pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes são consideradas resíduos perigosos, pois liberam elementos tóxicos que podem prejudicar o meio ambiente e saúde das pessoas. Por essa razão, esse material não pode ser descartado no lixo, exigindo um destino especial para evitar qualquer tipo de problema.

 

Qual cuidado devo ter com pilhas e baterias piratas?

Elas podem ser mais baratas, mas duram menos e podem conter muito mais mercúrio do que aquelas vendidas legalmente.

Além disso, corre-se o risco de danificar os aparelhos eletrônicos pela qualidade duvidosa do processo de fabricação e pela alta ocorrência de vazamento.

 

Como manter pilhas e baterias com segurança?

Evite misturar pilhas de tipos diferentes ou pilhas novas com pilhas usadas. É importante também não transportá-las ou armazená-las soltas (elas podem sofrer choques e batidas). Isso aumenta o risco de vazamento.

Nunca inverta as polaridades (+) e (-) ao usá-las. Se o aparelho não for utilizado por muito tempo, retire-as para evitar possíveis danos em caso de vazamento.

Jamais tente remover o invólucro da pilha.

 

O que fazer em caso de vazamento?

Evite o contato com o líquido da pilha ou bateria em caso de vazamento. Se ocorrer o contato, lave a parte do corpo afetado com bastante água. Em caso de irritação da pele, procure um médico.

 

Lâmpadas 

 

O fim das lâmpadas incandescentes

A partir de 1º de julho de 2015, as lâmpadas incandescentes com potência superior a 60W não poderão mais ser comercializadas. Isso se deve às exigências do Ministério de Minas e Energia , do Governo Federal, que prevê o fim das lâmpadas que não atendam aos critérios de eficiência energética, seguindo uma tendência mundial recomendada pela Agência Internacional de Energia.

Essa regulamentação pretende que as lâmpadas incandescentes de uso comum atinjam níveis mínimos de eficiência mais rigorosos que os atuais. A substituição está ocorrendo de forma gradual e deve se encerrar em 2017 quando esse tipo de lâmpada não poderá ser mais vendido.

Assim, o consumidor deverá optar pela aquisição de lâmpadas eletrônicas econômicas ou pelas lâmpadas de LED, mais econômicas, eficientes e duráveis.

 

O que fazer com as lâmpadas usadas?

Isso depende do tipo da lâmpada.

As lâmpadas incandescentes não oferecem grandes impactos ambientais. Elas podem ser descartadas no lixo comum ou separadas para a reciclagem – afinal, elas são feitas, basicamente, de vidro e metal que são materiais reutilizáveis.

Por outro lado, as lâmpadas fluorescentes e mistas são classificadas como resíduos perigosos. Elas contêm metais pesados em sua composição – em especial, o mercúrio.

Ao romper-se, uma lâmpada fluorescente libera vapores de mercúrio que podem se acumular no organismo uma vez que não é possível eliminar esse material. Se forem descartadas em locais inapropriados, essas lâmpadas podem contaminar seres vivos, solo, mananciais e rios usados para o consumo humano e na agricultura.

Portanto, tenha muito cuidado com esse material. Deposite as lâmpadas em coletores específicos ou leve-as para as empresas credenciadas que realizam o tratamento desse tipo de resíduo.

 

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Fonte: Portal do governo do Estado de São Paulo